Celular no Trabalho: Como Acabar com o Uso Excessivo e Indevido?

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Com os avanços tecnológicos os meios de comunicação também evoluíram, se modificaram e passaram a exigir novas formas de lidar com a conectividade. Esse, por exemplo, é o caso do uso do celular no trabalho. Por um lado, uma ferramenta essencial, mas, do outro, também pode ser um problema.

Obviamente que questões como essa, próprias do mundo moderno, afetam diretamente as relações trabalhistas e provocam dúvidas. Afinal, deve-se proibir ou não a utilização desses dispositivos dentro das empresas? As respostas para isso são as mais diversas possíveis. Cada caso precisa ser avaliado com atenção e bom senso.

Celular no Trabalho e a Legislação Brasileira

Em questões envolvendo o uso de celulares dentro do expediente, a Justiça do Trabalho compreende que as empresas e organizações podem demitir aqueles funcionários que utilizam indevidamente o aparelho celular. Por exemplo, acessar redes sociais ou perder um bom tempo em joguinhos.

Nessas situações, em que o profissional não usa o bom senso e nem segue as normas da empresa, ele pode até mesmo ser demitido por justa causa. Caso isso ocorra, ele perderá diversos direitos trabalhistas como, por exemplo, a multa sobre o Fundo de Garantia. Como se isso não bastasse, o profissional precisa ter consciência de que sendo demitido por justa causa, a sua própria imagem no mercado de trabalho ficará prejudicada.

Proibição

O Judiciário já deixou claro em suas análises que as empresas têm respaldo legal e jurídico para definirem as formas de controle e até mesmo de proibição em relação ao uso de telefones celulares no ambiente de trabalho. Por outro lado, se esse controle for feito sem que os colaboradores saibam de sua existência, a empresa perde seu grau de razão quanto a esse tema.

Providências que podem ser omadas devido ao uso Excessivo dos Celulares

Se a produtividade e o próprio exercício das funções do trabalhador estiverem sendo prejudicadas devido ao uso sem limites de seu aparelho celular, há uma série de ações que o empregador poderá tomar.

Geralmente, quando o colaborador opta por descumprir as regras estabelecidas pela empresa, o recomendado é que se aplique advertências e penalidades diversas. Já percebemos que a demissão por justa causa pode acontecer nessas situações. Entretanto, cabe ressaltar que isso deve ser colocado como a última alternativa. Ou seja, isso ocorre a partir do momento em que ficar claro que o profissional não quer mesmo respeitar as regras e determinações da empresa.

Curiosamente, e mesmo considerando que processos trabalhistas envolvendo o uso dos celulares no ambiente de trabalho sejam algo cada vez mais comum, o Brasil não possui leis específicas sobre esse tema. O que acontece é que a própria Justiça usa do entendimento que, dentro do ambiente corporativo, o tempo dos colaboradores precisam estar inteiramente voltado às atividades que estejam relacionadas com a sua função e à empresa.

É exatamente por isso que atividades de caráter pessoal são tidas como desvio de conduta. Sendo assim, cabe ao trabalhador zelar por sua função e segurança objetivando manter um nível constante de produtividade, tanto seu quanto da equipe e, claro, evitar as temidas demissões por justa causa.

Por outro lado, precisamos ter em mente que, seja lá qual a for a política adotada pela empresa, o colaborador precisa seguir critérios para que seu desempenho pessoal não seja prejudicado.

Estabelecendo Regras

Para fazer com que os funcionários respeitem e não usem de forma indevida os celulares no ambiente de trabalho, eles precisam conhecer as regras em primeiro lugar. Por isso, sempre que houver uma oportunidade deve-se chamar a atenção para elas. Claro que cabe ao profissional se inteirar das diretrizes adotadas pela organização onde trabalha, mas a empresa pode fazer sua parte.

Anteriormente, apontamos para o fato de que o empregador pode fazer uso de advertências e punições. Entretanto, ele pode fazer algo mais: conscientizar.

Muitas vezes, o desrespeito às normas se dá pelo fato de o funcionário achar que aquilo é insignificante. Por exemplo, para conscientizá-lo podemos fazer um levantamento sobre a queda na produtividade, a falta de atenção e os problemas envolvendo a segurança pessoal que a utilização do telefone celular pode provocar.

Outra dica é fazer uma comparação em equipe. Ou seja, mostrar para todos os níveis de desempenho e como os colegas são afetados pelo desrespeito de alguns poucos colaboradores.

Quando o profissional perceber que seus colegas poderão ter uma imagem diferente dele se ele passar muito tempo no celular, ele, com certeza, pensará duas vezes.

Exceções: Celular Corporativo

No meio de todas as questões envolvendo celulares no trabalho, nos deparamos com uma solução que tem sido aplicada por diversas empresas: os celulares corporativos. O mundo atual é altamente conectado, logo, ficar fora dele pode representar um problema complicado para os negócios.

Os celulares corporativos são usados até mesmo para reduzir a possibilidade da perda de tempo dos colaboradores. O que temos aqui é um dispositivo diferenciado com os aplicativos mais úteis e necessários para o funcionamento da empresa.

Mas ainda assim é preciso ter cuidado. Assim como qualquer smartphone, esses aparelhos permitem que os usuários instalem o que quiserem. Como bem sabemos, aplicativos sempre recolhem dados do usuário do aparelho. Sendo assim, estabelecer logo de início uma regra permitindo ou não a instalação de apps diversos pode evitar problemas futuros, especialmente aqueles ligados com a segurança das informações.

Como apontamos no início deste artigo, esse é um tema que gera muitas interpretações. Cada empresa tem liberdade de fazer o controle como achar melhor.

Por outro lado, independentemente da organização para a qual o profissional presta serviços vale sempre a regra do bom senso. Coisas simples como apenas fazer ligações importantes, não usar redes sociais no trabalho, enviar mensagens e ligações para a caixa, não levar o telefone para as reuniões e, se precisar ligar, fazer isso em local reservado, já evita uma série de problemas devido ao mau uso desses aparelhos.

Por fim, vale relembrar que, caso o colaborador saia muito da linha e não se comprometa com as regras da empresa sobre o uso de celular no trabalho, ele poderá ser desligado por justa causa. Vale a pena o colaborador ficar atento às normas da empresa para não correr riscos desse tipo.

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